Derik Sivers e a sincronicidade

Já ouviu falar do termo sincronicidade? Pra não me demorar muito digamos que são aquelas pequenas coincidências da vida. Sabe quando você pensa em uma pessoa e depois a encontra na rua? Pois é.

Nessa semana passei por uma dessas. Primeiro lendo um post do blog do Daniel Wildt, que falava sobre lucratividade em projetos, vi uma referência ao blog de Derik Sivers em um texto que complementava o assunto. Achei bem legal o texto do Derik e também gostei de outros posts dele.

No dia seguinte, estava debatendo com um apoiador do Bolsonaro sobre um princípio de manifestações pró-impeachment que ocorreram em meados de janeiro. Ele fazia pouco caso, alegando que participaram um número pequeno de pessoas. Concordei que a participação não foi muito numerosa mas argumentei que naturalmente todo movimento começa com poucas pessoas. Ao falar isso lembrei do Ted Talk (abaixo) “How to Start a Movement” que aborda essa questão do começo de algo.

Eu tinha visto esse ótimo Ted Talk há um tempo e não me lembrava quem era o palestrante. Ao rever o vídeo pra enviar pro meu amigo vi o nome do mesmo. E para minha surpresa: Era Derek Sivers.

Pra completar quando estava buscando os links para escrever esse texto encontrei mais um bom artigo do Daniel, intitulado “Everybody wants to rule the world. But why?”. E nesse artigo mais um link para o ótimo artigo (só que dessa vez não foi para o site do Derek Sivers) “1000 True Fans” que vale a leitura (se não eu não o teria mencionado certo?) mas que resumindo argumenta que um criador de conteúdo só precisa de cerca de 1000 fãs “verdadeiros” para viver uma boa vida. Idéia interessante.

Resumo da história? O blog do Daniel Wildt merece ser lido 🙂

PS: Esse texto pareceu meio estranho? É que na verdade ele era pra ser o resumo da semana e acabou criando ‘vida própria’.

[Resenha] Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes – Parte 2/2

Conforme eu falei na primeira parte, terminei faz pouco tempo de ler o livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes“. Ainda no post anterior, falei de alguns conceitos que o autor usa durante todo o livro, como círculo de influência, de dentro para fora e conta bancária emocional, entre outros.

Agora vou falar sobre os 7 hábitos que dão nome ao livro.

Os 7 hábitos são divididos em dois grupos principais e um dos hábitos não se restringe aos dois grupos.

A primeira parte do livro, aproximadamente a metade trata dos 3 primeiros hábitos que juntos formam a “Vitória particular“.

Em concordância com o conceito “de dentro para fora”, os três hábitos enfatizam o indivíduo e o seu interior. Segundo Stephen sem obter minimamente a vitória particular a pessoa não irá ter segurança e coragem suficiente para exercitar os hábitos do segundo grupo.

Os hábitos desse grupo são:

1) Ser proativo: Creio que a maioria de vocês já está bem familiarizado com esse conceito. Basicamente diz que devemos tomar em nossas mãos a responsabilidade por nossa vida, ao invés de deixar isso para que o nosso conjugê, pais, filhos ou chefe escolham como devemos viver nossa vida.

2) Começar com o objetivo em mente: Esse hábito diz que devemos sempre definir objetivos, e mais do que isso, definí-los com base em onde queremos chegar. O que queremos em nossa vida em 10, 20, 50 anos? O que queremos que as pessoas pensem sobre nós em nossa morte? Embora um pouco sombria, essa perspectiva pode nos ajudar a separar o que é importante do que não é.

3) Primeiro o mais importante: Uma vez que já sabemos quais os nossos objetivos e onde queremos chegar, esse hábito nos diz que devemos agir no nosso dia a dia de acordo com os nossos objetivos e de acordo com nossos valores, para que o resultado da soma das nossas ações seja mais próximo de onde realmente queremos chegar.

Também é apresentada uma analogia interessante para quem gosta de programar: o hábito 1 seria como se tomassemos consciência de que podemos programar nosso destino, o hábito 2 representa que vamos escrever o ‘programa’ das nossas vidas, e o hábito 3 equivaleria à executar o programa.

A seguir são apresentados os próximos 3 hábitos, que formam o que é chamado de “Vitória Pública“, que no caso não significa vencer as demais pessoas, mas sim vencer COM as demais pessoas. São eles:

4) Mentalidade Ganha-Ganha: A mentalidade ganha-ganha significa consiste em qualquer interação com outras pessoas buscar com que ambos ganhem, sendo que podemos aqui estar falando de contratos comerciais, sociedade ou até relacionamentos. A princípio muitas pessoas acham que não existe nada ruim se o outro lado perder e o seu lado ganhar, o problema conforme bem abordado no livro é que isso impede o crescimento mútuo e pode prejudicar interações futuras. Por exemplo um cliente que perdeu em uma negociação pode procurar novos fornecedores no futuro ou mesmo que não perceba a derrota pode perder dinheiro, se tornar menos competitivo e fechar a empresa, e o lado ganhador pode perder um cliente. Dessa maneira o melhor é sempre buscar uma soluções boa para todos.

5) Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido: Esse é básico na comunicação humana. Inúmeras vezes tentamos expor somente o nosso lado. Porém se cada um mostrar somente o seu ponto de vista a tendência é que um ponto em comum não seja encontrado.

6) Criar Sinergia: Sinergia é quando a soma dos resultados dos agentes envolvidos é maior do que a soma do valor individual de cada participante. É o famoso 2 + 2 = 5. Quando conseguem obter a sinergia é possível que os participantes mesclem o melhor de si e alcancem uma solução que sozinhos não atingiriam. Na verdade eu ache que esse hábito poderia ser um pouco melhor desenvolvido no livro. O autor fala mais das vantagens da sinergia mas não explica muito como atingí-la.

Por fim o sétimo hábito já é bem conhecido de quem estudou o ciclo PDCA ou Teoria de Controle e o autor chama de Afinar o Instrumento que nada mais é do que revisar a aplicação dos demais hábitos em um ciclo de melhoria contínua.

Resumindo achei o livro muito bom. Uma leitura bastante agradável e bastante embasada com várias situações pessoais do autor, tanto na vida pessoal como profissional. A revista Time o elegeu como um dos 25 livros mais influentes na área de gestão [1]. Na contracapa do livro consta uma declaração entusiasmada do Presidente da Procter & Gamble. Então vale a pena a leitura, especialmente para os interessados em desenvolvimento pessoal e também em gestão pois os hábitos também podem ser aplicados em organizações.

Foto de Stephen Covey

Um fato curioso é que o autor, Stephen Covey, morreu enquanto eu estava lendo o livro, em 16/7/12. Embora não conheça o restante da obra dele, apenas pela leitura desse livro sinto que perdemos uma grande ser humano.

[1] http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,2086680_2086683_2087685,00.html